quarta-feira, 13 de maio de 2015

A naturalidade de nadar

     Nadar pode ser tão natural como caminhar ou correr. Para isso é necessário muita prática, mas não uma prática qualquer. Tem de ser uma prática consciente que busque compreender e executar os nados de forma natural, que é a forma mais simples e ao mesmo tempo mais eficiente de se fazer alguma coisa. Muitas das técnicas ensinadas são artifícios usados na tentativa de tornar os nados mais eficientes, muitas vezes estudando apenas as partes e não o todo, analisando uma determinada articulação ou um grupo muscular desconsiderando momentaneamente outros que, na verdade, de alguma maneira estão interligados. Então uma posição ou um movimento que isoladamente pode parecer ideal pode não se encaixar no todo e aí o nado não flui. É preciso ver o todo para compreender as partes. Se é um artificio significa que é um meio artificial do qual se produz algo e se não é natural não é a melhor forma de fazer, pois tudo que fazemos com naturalidade utilizamos somente o que é necessário para cada ação. Quando o movimento é natural ele está livre de toda tensão desnecessária. Ao observar uma pessoa caminhando podemos constatar como os movimentos são feitos de forma descontraída, os braços soltos ao longo do corpo pendulando suavemente conforme o ritmo da passada, os pés saem do chão apenas o necessário para que não arraste ao dar o passo à frente, os músculos do tronco e membros inferiores se tensionam apenas o necessário para nos manter em pé. É assim que devemos pensar ao executar qualquer nado, nos perguntando o que estamos fazendo que não precisávamos fazer.
     Para que o nado se torne natural é preciso estar muito à vontade na água, estar totalmente adaptado e se sentindo parte dela. Depois é preciso estar consciente de nós mesmos e ter domínio de nossas ações. Na verdade estas ações são muito mais deixar de fazer do que fazer, pois é eliminando as tensões desnecessárias que conquistaremos a naturalidade nos movimentos e nos nados.

sábado, 9 de maio de 2015

A posição da cabeça durante a expiração

Durante o nado, no momento em que a cabeça se encontra dentro da água, devemos relaxar o pescoço e deixar que a água sustente a cabeça para nós. É o que acontece quando deitamos na água em decúbito ventral, de barriga para baixo, com o rosto na água, apenas boiando. Soltamos todo o corpo, relaxamos e flutuamos. Esta posição da cabeça é a mesma que devemos adotar durante o nado pois, é a posição natural da cabeça quando dentro da água. Não há tensão para posicioná-la, nem para baixo, nem para frente. A musculatura do pescoço fica relaxada e a água faz todo trabalho para nós. Naturalmente a cabeça assume uma posição mais baixa devido sua densidade, ficando a maior parte dentro da água e uma pequena parte da região posterior fora, como acontece com os icebergs, 90% dentro e só 10% fora d'água. Podemos observar também que o olhar fica voltado para baixo sem que possamos ver o que está à frente, ao menos que intencionemos para isso. Então, independente do nado, seja o crawl, o peito ou o golfinho, ao entrar com a cabeça na água ela assume a mesma posição para todos os nados. Durante o nado, no momento em que a cabeça se encontra dentro da água, devemos relaxar o pescoço e deixar que a água sustente a cabeça para nós. É o que acontece quando deitamos na água em decúbito ventral, barriga para baixo, com o rosto na água, apenas boiando. Soltamos todo o corpo, relaxamos e flutuamos. 

A respiração na natação

     Quando nadamos e não respiramos corretamente logo somos obrigados a parar para descansar e recuperar o fôlego. Uma má respiração faz com que não chegue oxigênio suficiente nos músculos para que possamos nadar de forma continua, ficamos com debito de oxigênio no organismo. Um bom condicionamento físico faz com que melhore a capacidade aeróbia, mas só o fato de praticar respirando da maneira correta conseguimos melhor desempenho com menos esforço. 
     Mas afinal, o que é uma respiração correta para nadar?
     Na natação inspiramos exclusivamente pela boca e a expiração é feita pela boca, pelo nariz ou pelos dois ao mesmo tempo. Apesar de as três formas de expiração serem validas a que fazemos só pelo nariz é a melhor por dois motivos, o primeiro é que podemos controlar melhor a respiração soltando o ar de forma mais regular e, segundo, dependendo da posição da cabeça ela evitará que entre água pelo nariz pois, enquanto o ar está saindo não tem como a água entrar.
     Essa respiração deve ser praticada até que ela se torne natural, assim: inspirar em um único tempo quando tirar o rosto da água e expirar quando dentro da água sem interrupção, quer dizer, sem prender o ar. Mas ela só se tornará natural quando for feita de forma tranqüila e relaxada, assim como é nossa respiração fora da água no ambiente terrestre. Além disso, existe a questão do ritmo do nado. Para manter uma respiração equilibrada que nos permita nadar muito e sem cansar é preciso observar o ritmo em que estamos nadando. Quando nadamos num ritmo que nos deixa ofegantes significa que nossa respiração não está acompanhando nosso corpo e em pouco tempo teremos que parar para regulariza-la, quer dizer, o oxigênio que chega aos musculos não está sendo suficiente. O que temos que fazer é exatamente o contrário, quem deve ditar o ritmo do nado não é corpo e sim a respiração, ele que deve se adequar ao ritmo da respiração e não o inverso como a grande maioria faz. Movimentar o corpo respeitando nossa capacidade respiratória trás o equilíbrio e assim conseguimos manter nossa atividade por mais tempo e de forma confortável.
     A respiração é o ponto de partida para que todo o resto funcione, uma respiração que não é natural limita nossa atuação, nossos movimentos, impedindo nossa progressão no que quer que façamos.

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